"Que farei sem este mundo"
Foi este o nome que Rui Chafes - num assomo de presciência - entendeu dar a uma das suas notáveis obras, desvendada ao público, pela primeira vez, no quadro da exposição de que, por generosa disponibilidade da Imprensa da Universidade, ora se edita o competente catálogo: uma severa moldura de aço negro, ternamente pousada contra a casca rudosa de um belo exemplar de ginkgo biloba (de um par, macho e fêmea), logo à entrada, no esplêndido terraço donde se divisa (antes de dissolver-se, no declive, no aparente caos da mata e bambusal), num impacte feérico que a cada dia se transmuda, a sábia ortogonalidade desse hortus conclusus: que, por ser jardim de studo de rapazes, não será menos de ostentação de príncipes, não obstante as instruções adversas do temível marquês que, todavia, originaria a sua criação.