Bertrand.pt - A Alegria do Mal

A Alegria do Mal

Obra Poética I 1979-2004

de José Emílio Nelson 

Editor: Quasi Edições
Edição ou reimpressão: abril de 2004
20,14€
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"Nada melhor do que a poesia de José Emílio-Nelson para sujeitarmos às mais duras provas a boa ou má consciência do gosto literário. Poesia do feio e do mal, ela tem sido (..) um atentado constante à s normas do bom senso e do bom gosto, só ilusoriamente banidas da República literária com a iconoclastia dos Modernistas" diz-nos Adriano Carlos na introdução. Aos poetas não se pede que tenham boas maneiras. Exige-se-lhes a bom uso da língua. Sem nunca perder de vista os efeitos polifónicos, é o que faz o autor, ciente da eficácia do contre-plongée entre cultura highbrow e jargão lupanar. Além do índice geral o volume inclui índice de poemas por ordem alfabética.

Críticas de imprensa

"Esta [é uma] poesia exigente, excêntrica e decididamente radical. A selecção, precedida de um completíssimo estudo de Luís Adriano Carlos, inclui textos escritos entre 1979 e 2004 e inéditos.
Esta é uma poética complexa e agreste, mas quase sempre fascinante : 'Arrasto a bula do Orgulho, empalhado em golilha, andas, espantalho / A andar, / Leques aveludados e franjas, alforjes, narizalforje, / Doirados e tecidos lustrosos, estampados e / Barretes andinos e ginetes dançarinos (de Lully). / As charolas da fidalguia, esses cavalos enganosos / Num casario empenachado em mil sóis, pó, / E tambores martelando nas penas do fogoso pavão resplandecente de orquídeas de ar, vítreas, nas ruínas da Terra, com água / Açoutada, por mastim, ou coisa afim, privada' (pág. 295). Barroca, opulenta, excessiva, esta poesia vive num imaginário que revisita certos autores de um cânone extremo mas também elabora um universo pessoal de referências e mitologias. Há uma tradição portuguesa convocada (vagamente Bocage, muito Gomes Leal, algum Mário Cláudio, algum Nava), mas sobretudo uma presença estrangeira de cunho maligno (Milton, Rabelais, Sade, Klossowski, Bataille, Lacan). Embora o poeta não se esgote nesta genealogia (aparece por exemplo um mago do verbo como Hopkins), é nessa tendência que mais entronca a sua escrita. Daí a alusão ao mal e a uma paradoxal alegria do mal. Penso, contudo, que seria errado ver nestes poemas somente um predomínio do satânico. O satânico aparece assim tão visível por causa de uma aproximação invulgarmente empenhada ao divino. Há aqui uma 'rhetorica christiana' (título de uma sequência) que preside às constantes representações e dramatizações que estruturam o volume. É uma retórica negra, transgressora, com uma fortíssima componente obscena, por vezes em tom arcaico (ânus, cono, pisso, esperma), mas que noutros casos ascende ou desce também ao escatológico (urina, cuspo, excrementos, intestinos). Esse 'léxico imundo' tem nalguns momentos um tom apocalíptico só possível num poeta de matriz católica. Não é a crença pessoal que nos importa, mas essa presença obsessiva do sagrado sem o qual tanta pertinaz pregação decaída não se compreende."
Pedro Mexia, Diário de Notícias

A Alegria do Mal
Obra Poética I 1979-2004
ISBN: 9789895520671 Ano de edição ou reimpressão: Editor: Quasi Edições Idioma: Português Dimensões: 156 x 235 x 59 mm Encadernação: Capa mole Páginas: 336 Tipo de Produto: Livro Coleção: Finita Melancolia Classificação Temática: Livros  >  Livros em Português  >  Literatura  >  Poesia

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