A história que, pela generalidade dos media, tem sido repetida até à exaustão ao longo destes últimos 46 anos não passa de uma tradicional e malévola versão da fábula de carochinha - e a nossa memória colectiva, naturalmente, não reteve o que verdadeiramente aconteceu, o como, o porquê e quem, em Novembro de 75 deu o golpe há muito tempo preparado ao pormenor,
- que militares conspiraram e com que partidos políticos,
- quem, porquê e para quê, distribuiu armas a partidos e a civis,
- quem teve a conivência e o apoio da Igreja Católica, da direita e extrema-direita portuguesas e de serviços secretos estrangeiros, e até quem e porquê, na área militar mas também na sociedade civil, foram os crismados de moderados e os apelidados de extremistas, para utilizar a linguagem dos chamados vencedores reproduzida e aumentada, ad nauseam, pela generalidade dos media. Ainda hoje…