"Para quê tudo isto?" Biografia de Manuel António Pina| Um ato de amor
Quando lhe perguntavam o que queria ser quando fosse grande, respondia - sempre em verso - que queria ser santo, bombeiro, detetive e “Salazar” (pensando que se tratava de uma profissão). Tinha poucos brinquedos em casa, mas os preferidos eram as palavras: “E outros brinquedos que eu tinha, de facto, eram as palavras. E descobri isso quando era muito novo. Com as palavras inventava coisas. Sempre gostei muito das palavras…” As palavras viveram também uma história de amor com Manuel António Pina. “As palavras, todas as palavras, adoravam-no – e voam, deslumbradas, para ele”, diz-nos Álvaro Magalhães, companheiro de longa data do poeta e autor da biografia que acaba de chegar às livrarias.