Isabela Figueiredo: “Eu tenho muito treino de vulnerabilidade ao longo da vida”
Isabela Figueiredo é a vencedora do Prémio Livreiros Bertrand para Autores Lusófonos – não fica muito surpreendida porque considera os livreiros “amigos”, que a leem e recomendam. Desde 2009, publicou três livros (Caderno de Memórias Coloniais, A Gorda e Um Cão no Meio do Caminho) e quer terminar o quarto no próximo ano. Não gosta de se ler da mesma forma que não gosta de se ver. Não porque se acha feia, mas porque está sempre lá dentro, a observar-se sem precisar de imagens. Escreve para sarar feridas – nesta entrevista, percebeu que o singular pode chegar – e não tem medo da vulnerabilidade de as mostrar. Sobre Um Cão no Meio do Caminho diz: “não acho que seja perfeito, mas acho que é importante para me lançar para outros livros”.