Bertrand.pt - Vem aí a República! 1906-1910

Vem aí a República! 1906-1910

de Joaquim Romero Magalhães 

Editor: Edições Almedina
Edição ou reimpressão: outubro de 2009
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VEM AÍ A REPÚBLICA! era para muitos portugueses, a partir 1906, ou uma esperança ou uma ameaça. Até 1910 estende-se o período terminal do regime dinástico, em que se passa do fim do rotativismo político à ascensão e ditadura de João Franco, por aí ao regicídio e à acalmação, para terminar na incapacidade de encontrar uma orientação política duradoura no reinado de D. Manuel II. São os anos de liquidação (para os monárquicos) e os anos de propaganda (para os republicanos). Impunha-se tentar a modernização da sociedade portuguesa, centrando a vida política na cidadania. A República finalmente concretiza-se, sendo proclamada em Lisboa em 5 de Outubro de 1910 e logo aceite em todo o país.

PALAVRAS PRÉVIAS

Há livros que desde sempre se querem escrever. Mas que nem por isso acontecem. Ou acontecem depois de muitas vezes adiados. Planeada, começada e abandonada várias vezes, aqui vem finalmente a minha proclamação da República.
A República concretiza-se nos primeiros anos do século, quando o regime monárquico se mostra exaurido e incapaz de conduzir e governar o País. Nada parece evitável do que lhe sucede em cascata de descalabros. Um erro puxa outro, numa sequência que parece conduzir ao 5 de Outubro. Embora não se acredite em fatalidades. Mas a verdade é que a monarquia não soube ou não quis perdurar. D. Carlos 1º, O Último, arriscou-se a uma ditadura, a pior das soluções, sem que se chegasse a perceber bem porquê. Disso decorre o final abrupto da sua própria vida. E os pouco mais de dois anos que se seguem não passam de um tempo de preparação para o partido republicano. E de um tempo de demonstração da absoluta impossibilidade da monarquia se tornar aceitável: dela se disse ser um regime «incompatível com a dignidade e prosperidade da Nação.» Vista na sua cronologia, a proclamação da República parece inelutável. E bambúrrio foi a relativa facilidade da sua concretização: apenas. Responsabilidades foram, no dizer de um anónimo monárquico, «as dos que sacrificaram a administração pública às preocupações da política. As dos que mais contribuíram para a desorganização da política monárquica. As dos que mais puseram a realeza directamente em foco e em cheque. As dos que, por nefastos conluios ou compromissões com o republicanismo, enfraqueciam a acção monárquica e fortificavam o impulso republicano. As, finalmente, dos que, envolvidos em tais compromissões, ou mesmo fora d’elas, no momento crítico, por covardia, traição, ou simples inépcia, não souberam ocupar o seu posto de honra.» Responsáveis teriam sido, afinal, todos os monárquicos. A questão dos tabacos abre a série, seguem-se os adiantamentos à Casa Real, o caso do Crédito Predial, entre os mais gravosos. Não poucos episódios aparentemente menores se acumulam para ajudar à liquidação do regime. A «insofismável imposição de inquéritos, publicação de documentos e ajuste de contas velhas, que alvoroçavam o país nos últimos anos da monarquia» anunciavam o desfazer da feira. Era esse percurso a caminho do fim que eu queria narrar. Por necessidade interior. Sendo republicano e educado em meio republicano, conheço razoavelmente as vicissitudes do regime e o quanto foi desacreditado por adversários e mesmo por seguidores. Nem por isso o tenho por menos decisivo e menos generoso. E capaz de dignificar os cidadãos que deixaram de ser súbditos. A centralidade da cidadania é o grande contributo do novo regime. Que nunca pode ser minimizado.
O presente livro trata apenas dos últimos anos da monarquia, desde a substituição do último ministério da presidência de José Luciano de Castro pelo de Hintze Ribeiro (Março de 1906), até à proclamação da República em Lisboa, na manhã de 5 de Outubro de 1910. Naturalmente que se confina aos aspectos políticos, porque esses foram os decisivos na trama dos acontecimentos que levaram ao fim da monarquia. O primado do político neste caso é evidente. Ao longo do texto são muitas as citações de escritos da época. Impôs-se-me deixar que fossem as fontes a transmitir o que se passou. Para assim conservar um insubstituível sabor. Buscando em publicações muito variadas essa multiforme informação que enriquece uma narrativa. De um tempo afinal tão próximo e ao mesmo tempo já tão distante.
A todos os que de algum modo me ajudaram a encontrar documentos, livros, revistas e jornais os devidos agradecimentos. Não me faltaram amizades nem generosidades.

Coimbra, 31 de Janeiro de 2009
Joaquim Romero Magalhães

Vem aí a República! 1906-1910
ISBN: 9789724039640 Ano de edição ou reimpressão: Editor: Edições Almedina Idioma: Português Dimensões: 161 x 240 x 27 mm Encadernação: Capa mole Páginas: 450 Tipo de Produto: Livro Classificação Temática: Livros  >  Livros em Português  >  História  >  História de Portugal
Livros  >  Livros em Português  >  Política  >  Política em Geral

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