A mutação hoje exigida ao Estado e aos cidadãos não se compadece com revisões constitucionais cirúrgicas, implicando, pelo contrário, uma terapia sem concessões, no quadro de uma transição constitucional democrática, controlada mas inequívoca. Veiculando algumas das construções tecnicamente possíveis, o estudo que ora se publica visa, numa óptica descomprometida político-partidariamente, contribuir de uma forma afirmativa para o debate sobre o devir da Constituição portuguesa.