No caminho de uma história
marcada por vários episódios
trágicos, Timor-Leste conseguiu a
independência a 20 de Maio de
2002, sob o nome de Timor
Lorosa’e, Timor "Sol Nascente".
Mosaico etnolinguístico situado
nos confins do Sudeste Asiático e
do mundo oceânico, este território
cobre uma superfície de 14.610 km2, ou seja, um pouco mais do que
o Líbano. Entreposto comercial e, posteriormente, colónia
portuguesa durante quatro séculos, foi invadido pela armada
indonésia em Dezembro de 1975. Nos dias que se seguiram, a
Organização das Nações Unidas condenou a intervenção e pediu a
retirada imediata das tropas de Jacarta. Contudo, estas resoluções
foram infrutíferas, pois mais de 250 000 timorenses morreram,
enquanto uma resistência se esforçava em manter uma frágil
esperança de liberdade.
Em 1998, manifestações populares levaram o general Suharto à
demissão da presidência da República da Indonésia. Timor-Leste
conseguiu então a realização de um referendo de autodeterminação.
Foi assim que, a 30 de Agosto de 1999, mais de 78% da população
votou pela independência, pondo termo a 25 anos de ocupação.
O presente atlas tem como objectivo reflectir sobre a originalidade
deste território, movimentando as fontes documentais, estatísticas e
cartográficas disponíveis desde a época colonial, e tentar explicar
como constrangimentos materiais e questões locais, regionais ou
mundiais, puderam acontecer e ainda continuam a influenciar o
destino timorense.
Conteúdo:
Timor-Leste - do global ao local
Uma ilha entre os mundos asiático e melanésio
De um mosaico etnolinguístico à instauração de um regime colonial
Crónica de uma invasão indonésia anunciada
Uma estimativa do custo humano (1974-1999)
A administração do território sob ocupação indonésia (1975-1999)
Do referendo à tutela da ONU (1999-Maio de 2002)
Timor-Leste face ao seu presente e futuro