Enredando a realidade com a ficção, o conto descreve o percurso de um quadro que representa sacerdotisas em adoração a Baco, deus romano, deus do vinho, pintado por um artista português, Lino António, em 1917.
Pendurado numa exígua casa de jantar de um casal idoso, esse quadro adquire relevância por constituir um elo entre pessoas da mesma família, desencadear fortes emoções e despoletar segredos inconfessáveis. Por acontecimentos inesperados e algo trágicos, acaba esquecido num casebre de aldeia, sem que jamais alguém o tenha visto.
Na realidade, ainda hoje, os colecionadores de arte, os biógrafos de Lino António e mesmo a sua descendência desconhecem o paradeiro deste quadro.