Se e´ verdade que cada ser humano e´ único e irrepetível e dispõe de liberdade, e´ seu dever, em função da sua inteligência e cultura, procurar compreender o mundo onde vive e encontrar a sua genuína linguagem idiossincrásica.
Por muito que se identifique com esta ou aquela tribo, ideologia ou religião, deve assumir a própria individualidade, e reivindicar o inalienável direito de pensar pela própria cabeça. Não por uma questão de arrogância, orgulho ou originalidade pretensiosa, mas em nome da dignidade e do respeito que a si próprio atribui.
Foi partindo destes pressupostos, que o autor deste livro soltou amarras e saiu navegando em busca de uma possível pátria espiritual. Ainda que o roteiro dessa longa viagem só´ a ele possa interessar, sentiu que devia partilha´-lo com quem tiver a curiosidade de conhece^-lo. ao faze^-lo, não faz mais do que enaltecer todos os que contribuíram para que o seu pensamento, certo ou errado, profundo ou superficial, se fosse estruturando e adquirindo os contornos que aqui se expõem.
Traduzido em 2500 frases (reflexões, pensamentos, máximas e interrogações), aqui fica, pois, o testemunho de alguém que, com razão ou sem ela, se vê^ como aprendiz de filósofo e, simultaneamente, como um agnóstico com laivos de ironista.