São 64 páginas todas dedicadas ao peixe mais
emblemático do país - seja no volume de pesca,
seja no de consumo. Bem vistas as coisas, um
português sabe que o verão está a chegar quando
sente o cheiro das sardinhas a assar na brasa. Com
séculos e séculos de presença no território, é um
peixe transversal a escalões etários e classes
sociais. A sardinha tem um sério caso de amor com
Portugal. Discreto, mas arrebatador. Já era tempo
de lhe prestar a devida homenagem.
Neste livro, faz-se o relato e a apologia de um
peixe, por texto e imagem. Os pescadores e as
peixeiras, os assadores e os comensais, fogareiros
e carvão, pimentos e batatas - todo o universo da
sardinhada é tratado como se de um tesouro se
tratasse. Não fosse a sardinha o peixe que chega à
brasa prata e se torna ouro. Um tesouro, lá está.