"Foi há quarenta e dois anos!
Um homem em cima de uma Chaimite. Que interpela o poder que está a cair, enquanto o novo poder tarda em chegar.
Simples. Sem ambições de mando ou de glória.
Que ali está porque sente dever cumprir aquela missão militar, que é também e acima de tudo cívica.
Que não pensa um segundo sequer no simbolismo daquela presença, nem no significado histórico daquele momento.
Que, terminada a missão, regressa ao quartel, para voltar a ser o que era. Com a naturalidade de quem não reclama louros, nem aspira a celebridade.
À sua maneira, Salgueiro Maia deu expressão a um povo e a uma maneira de ser e de viver ao longo dos séculos. (…)
Salgueiro Maia foi o retrato desse povo, que é o que Portugal tem de melhor. (…)
Foi esse povo que fez Portugal. E, nele, os soldados de Portugal. Sem ele e eles os chefes mais ilustres não teriam triunfado, os políticos mais brilhantes não teriam vencido, os empreendedores mais visionários não teriam criado."
(Do prefácio de Sua Excelência, o Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa)