Bertrand.pt - Quando Tudo se Desmorona

Quando Tudo se Desmorona

de Chinua Achebe 

Editor: Mercado de Letras
Edição ou reimpressão: fevereiro de 2008
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Vencedor do Man Booker International Prize 2007

Esta é a história de Okonkwo, um guerreiro afamado em nove aldeias dos Ibo, na Nigéria, entre o final do século XIX e o início do século XX. Okonkwo vive no seio do clã de Umuofi a com as suas três mulheres e os seus fi lhos, empenhado em conquistar o título mais nobre do seu povo. A sua vida é marcada pelo medo de falhar, pelo orgulho que sente nas suas tradições e pela enorme ambição de demonstrar à aldeia que é um dos seus filhos mais ilustres.
Chinua Achebe retrata neste romance um poderoso povo de guerreiros, leal aos seus costumes e aos seus mitos, mas com características sociais muito avançadas. Os eventos que aí se sucedem recordam a chegada dos primeiros missionários britânicos com o intuito de "pacificar" a região: os massacres descritos nestas páginas assemelham-se aos perpetrados pelos próprios ingleses naquela época.
Este romance faz parte do currículo oficial em escolas africanas e em países anglo-saxónicos, por ser visto como o arquétipo da literatura moderna africana. Foi um dos primeiros romances africanos escrito em língua inglesa a ser aclamado mundialmente.
Quando Tudo se Desmorona foi publicado em 1958, está traduzido para mais de 50 línguas e é considerado por muitos como o melhor romance alguma vez escrito. O escritor, sobre quem Nelson Mandela disse "na sua companhia os muros da prisão caíam," foi distinguido com o Man Booker International Prize em 2007 pela sua carreira literária e por diversas vezes terá sido apontado como um candidato ao Prémio Nobel da Literatura.

Críticas
«Chinua Achebe tem sido um dos meus heróis desde que li Quando Tudo se Desmorona. Este livro consegue retratar um momento decisivo do drama colonial; capta uma altura de mudança crucial com clareza, empatia e uma espectacular fluência e à-vontade.»
Colm Tóibín

«A obra inicial de Chinua Achebe tornou-o o pai da moderna literatura africana como parte integrante da literatura mundial. Conseguiu ao longo da sua vida literária atingir o que uma das suas personagens brilhantemente define como sendo o propósito do escritor: "uma recém-descoberta elocução" para a apreensão das complexidades da vida. Esta ficção é uma original síntese do romance psicológico, da "corrente de consciência" joyceana, do quebrar pós-moderno da sequência tradicional — tornando assim obsoleto qualquer prescritivismo. Lê-lo é ao mesmo tempo um acto de prazer e de iluminação.»
Nadine Gordimer

Críticas de imprensa
«Com "Quando Tudo Se Desmorona", Chinua Achebe renova o romance em língua inglesa com realidades até então ausentes. Escreve sobre África sentindo-a por dentro, descrevendo as suas "entranhas" menos conhecidas - mas sem recorrer ao facilitismo de "desfile etnográfico" - em oposição aos romances "estrangeiros", em que a realidade é vista de fora e não raras vezes de modo arrogante e etnocêntrico. Usa a forma canónica do romance - que é na origem uma arte europeia - e "enche-a" com a estética da tradição oral africana. Achebe sabe contar histórias (...) A linguagem é muito telúrica, o que empresta à narração uma vertente poética que prende o leitor mesmo nos momentos em que nada acontece (...) Achebe consegue mostrar-nos, numa escrita elegante e luminosa, os efeitos de um "choque de civilizações", quer a nível colectivo quer a nível individual. Mas talvez o mais importante seja a ideia que atravessa a última parte do livro: a esperança no diálogo e na responsabilidade dos cidadãos como elementos facilitadores da adaptação à inevitável mudança. E sobretudo como factores de sobrevivência numa África que parece condenada à hipocrisia e à desgraça.»
José Riço Direitinho, Público/Ípsilon

«Para começar: este é um livro belíssimo, e a frase de José Riço Direitinho inscrita na capa - «uma obra-prima» - é muito mais do que «marketing», é verdadeira. (...) Publicado em 1958, narra a ascensão e queda de Okonkwo, o destemido Ibo da aldeia nigeriana de Umuofia a quem será dado assistir ao desmoronar do seu mundo, invadido pelo homem branco cristão. Drama colonial contado com uma objectividade a que só o grande romance pode almejar, chega expurgado de ideologia mas não de humanidade. (...) Chinua Achebe (n.1930), ele próprio nigeriano, traça em cadência perfeita os tempos pré e coloniais, preenchendo-os com pormenores realistas, sem nunca descambar no folclore ou no exótico, sem nunca dourar a pílula aos costumes, sem nunca aprimorar o herói. (...) Uma plêiade de personagens secundárias povoa a história, enriquecendo-a. (...)Todos eles compõem uma África (mágica e feroz) que morre dolorosamente na última página, não sem ironia, vingada na escrita de Chinua Achebe.»
Ana Cristina Leonardo, Expresso

«Chinua Achebe é uma voz incómoda para alguns intelectuais africanos que, a qualquer pretexto, desfraldam a bandeira da ‘vitimização’ do continente, demitindo-se assim de responsabilidades; e é-o também para um certo Ocidente ‘trendy’ que não se consegue ver livre de um exacerbado complexo de culpa histórica e que, com essa disfarçada atitude ‘paternalista’, mais não faz do que legitimar a hipocrisia e a desgraça. Quando Tudo se Desmorona, uma eloquente obra-prima da literatura, é um bom exemplo da razão dessa incomodidade.»
José Riço Direitinho, Público

«Quando Tudo se Desmorona revolucionou a percepção que o Ocidente tinha de África - uma percepção que até essa altura se baseara unicamente na opinião do colonizador branco, opinião essa que era, na melhor das hipóteses, antropológica e, na pior, fazendo minha a famosa crítica de Achebe a O Coração das Trevas de Joseph Conrad, "consumadamente racista".»
Ed Pilkington, The Guardian

«Achebe é o avô da literatura africana. Ao receber este galardão, deixou para trás ilustres concorrentes como Doris Lessing, Salman Rushdie, Philip Roth e Ian McEwan. O prémio homenageia uma vida a relatar as angústias da moderna experiência africana e a retratar temas africanos através desse meio de expressão ocidental que é o romance.»
The Observer

Quando Tudo se Desmorona
ISBN: 9789728834210 Ano de edição ou reimpressão: Editor: Mercado de Letras Idioma: Português Dimensões: 155 x 233 x 11 mm Encadernação: Capa mole Páginas: 184 Tipo de Produto: Livro Coleção: As Letras dos Outros Classificação Temática: Livros  >  Livros em Português  >  Literatura  >  Romance

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