O livro Planos de Pormenor - Leituras críticas sobre a experiência da cidade, cujo título joga com a semântica de um mecanismo fundamental do planeamento e do desenho normativo do território, visa introduzir na reflexão sobre as cidades a perspectiva crítica, igualmente rigorosa e indispensável, de um plano de cruzamento entre os conceitos filosóficos e as artes.
Neste sentido, trata-se de um guia que tem como objectivo perturbar os passos urbanos demasiado seguros. As suas três partes - reler e recomeçar, caminhar e transgredir, experimentar e imaginar - congregam diferentes, ainda que complementares, atitudes ou operações possíveis perante um objecto teórico que desafia, desde logo, o próprio estatuto de objecto.
A cidade não é, de facto, um objecto que possa ser observado de cima, de forma distanciada, é antes um meio complexo, um ambiente cheio de elementos e relações mútuas, que é preciso não só ver de perto, ao pormenor, como também experimentar, atravessar.