Estes textos têm um tempo e um modo. O tempo é o nosso, na sua urgência e fugacidade, sem qualquer distância. Por isso, são textos escritos à flor da pele, dominados pela ocasião e inscritos na voragem do tempo. O modo é o panfleto - incisivo, sumário e provocatório. Este modo é um risco deliberado, até pelos excelentes defeitos que acarreta. De um modo geral, são textos escritos contra as políticas de essencialização da cultura. A barbárie é da ordem da essência; a cultura, essa, é da ordem da contingência humana, demasiado humana. O autor é um ironista "integrado" que acredita que a sobrevivência da cultura é um trabalho de resistência contra a própria cultura.