Alexandre Castanheira inventa uma palavra, um verbo, que toda a gente compreende: "outrar-se", fazer-se outro. E conta como os pais, primeiro, e as circunstâncias da vida, em seguida, o fizeram balançar entre dois nomes principais e uma infinidade de pseudónimos.
Através destas páginas de memórias, ele e os "outros" percorrem setenta anos de vida intensa. O estudante politizado, a repressão fascista, a clandestinidade, o exílio por si narrados juntam-se a histórias de amor e de dor, de vivências pessoais, mas também de trabalho, em França e em Portugal, no regresso do exílio, e do exercício do professorado em que termina a sua vida profissional.
É um romance autobiográfico que nos abre as portas de uma visão própria de toda uma época histórica do País, que é cada vez mais forçoso conhecer para melhor compreender o Portugal de hoje.