A voz poética percorre todas as vertentes dos olhares sensíveis. Na sua apurada visão, procura a harmonia e a beleza, o sentido das coisas e dos gestos de aqui estarmos como seres humanos.
Faz o seu caminho na alegria e na felicidade do processo criativo.
Aqui, celebra-se sobretudo o amor, quer em simples latência, quer em intensa carne viva, sem pedir indulgência para a paixão.
A esta paisagem é sempre convocada a palavra incendiada pela emoção, a semântica fértil do dizer e, por vezes, até o grito que não se contém.
Porque o amor nasce, quase sempre, de um parto doloroso que, por vezes, se transforma numa epifania deslumbrante.