Aqui a voz do poeta, o seu dizer, o seu sentir, a sua memória. O silabar da mensagem mergulhando na sua intimidade, percorrendo as imponderáveis geometrias do sangue, olhando as coisas ao rés de si e também as que tendem a esfumar-se num longínquo longe. E, acima de tudo, uma viva celebração da vida em comunhão com o outro, num persenti-lo sempre por perto e tendo consciência de que essa imensa dádiva nunca conseguirá ser agradecida por inteiro. É curta a vida, um grão, um pó perdido na imensidão, porém, uma incrível conjugação de astros.