É preciso recomeçar,
aprender outra vez
a balbuciar as primeiras sílabas,
não se deixar encandear
quando a brancura nos fere os olhos.
Com a palma da mão
esmagar as traças pousadas na parede.
É preciso recomeçar,
sacudir a toalha, lavar a louça,
varrer o chão.
Entregar-se é preciso
ao sol da boca.
Até ser verão.