As várias histórias que compõem este livro falam sobretudo da forma
como a sociedade ocidental encara e lida mal com a morte e do papel do
médico nesse processo, de um ponto de vista mais humanista e menos
científico. A narrativa vai sendo enriquecida com inúmeras referências
e citações de poetas e pensadores como Vinícius, Drummond, Fernando
Pessoa, Cecília Meireles, Wordsworth, Kierkegaard, Bachelard, todos
chamados a corroborar a tese do autor que «para recuperar um pouco
da sabedoria de viver, seria preciso que nos tornássemos discípulos e não
inimigos da Morte. Mas, para isso, seria preciso abrir espaço nas nossas
vidas para ouvir a sua voz. Seria preciso que voltássemos a ler
os poetas...».