Em Portugal, uma carta com mais de 40 anos fez nascer a história da política ambiental. Contá-la é contar como um país colonialista quebrou o isolamento internacional, como um grupo de homens escreveu o primeiro relatório do estado do Ambiente em Portugal em semanas, mas acima de tudo como o primeiro estadista ambiental português, José Correia da Cunha, previu o país que temos hoje, com quase meio século de distância. As suas palavras são o fio condutor deste livro: a conferência de Estocolmo, em 1972, e um país em mudança, a braços com o êxodo rural e a guerra, a instalação do pólo industrial de Sines, o surto de cimenteiras e as praias da Costa do Sol tão poluídas que mereceram ser classificadas de "assunto confidencial".