Estamos perante uma obra que nos revela uma nova e importante perspectiva sobre o fado.
Diz o autor na introdução "Para o entendimento de uma obra que foge aos cânones, colocámos em cena uma outra personagem. Essa personagem, , quase oculta no Alentejo, é uma canção operária que se estruturou entre 1860 e 1930 numa geografia que ocupou uma área que vai de Setúbal à Porcalhota e desta até Santarém e que subiu depois até ao norte, após o que desceu para sul. Essa canção operária, essa personagem que colocamos agora em cena, chama-se fado".
Este livro comporta ainda um importante e maravilhoso portfolio fotográfico da autoria de Augusto Brázio. Desde 1994, este fotografo tem vindo a percorrer o Alentejo, trabalhando com poetas e ambientes, captando o profundo silêncio das palavras andantes que transportam homens e mulheres por estradas e sítios, guardando a profunda solidão que os envolve.