O estudo analisa o grau de coerência entre as competências
científicas valorizadas nos princípios curriculares e nos
exames nacionais de biologia do ensino secundário e explora
em que medida a tipologia dessas provas condiciona o nível
de exigência conceptual dos professores e o sucesso de
alunos de escolas socialmente diferenciadas.
Ao sugerir que um baixo nível de exigência conceptual
nos exames tende a comprometer o desenvolvimento de
competências científicas que são valorizadas nos princípios
curriculares, o estudo fornece elementos para uma reflexão
fundamentada sobre as incoerências no sistema educativo e
sobre o significado da seriação das escolas nos "rankings" em
termos da qualidade de ensino que promovem. O estudo
sugere ainda que as práticas pedagógicas que apelam a um
elevado nível de exigência conceptual são fundamentais na
alteração do padrão de relação entre classe social e sucesso
escolar.