Em comum nestes dois contos surge a questão do abuso do álcool e do seu efeito pernicioso; no primeiro texto utilizado para ludibriar intencionalmente terceiros, que, ignorando-se vítimas da avidez e de um ardil engenhoso - o famoso Conto do Vigário -, acabam por ver-se enredados num crime sem culpados, e no segundo texto, ao mesmo tempo narrativa de ruína e redenção, o álcool é meio para ludibriar a si próprio, o sem-abrigo, ajudando-o a alhear-lhe da sua condição, não de sem-teto mas de sem-amor.