Esta selecção de cartas, escritas nos últimos 2 anos de vida, representa o
período mais marcante na vida de Van Gogh onde este produziu a maior
parte da sua pintura e no qual a sua instabilidade psíquica se agravou.
Na correspondência que troca com o seu irmão, seu maior confidente e
amigo, podemos constatar o quão importante era essa relação afectiva,
a lucidez (afinal) do pintor que passou a parte final da sua vida em
asilos, e a sua revolta calada perante uma sociedade hostil e que, não
entendendo nem aceitando o seu modo de viver, era a maior responsável
pelos seus internamentos. O irmão de Van Gogh, Théo suportou-o
financeiramente durante a maior parte da sua existência. E morreria
poucos meses depois de Vincent.