Esta Nova História da Imprensa Portuguesa faz a história das publicações periódicas, suas origens e desenvolvimentos, desde os primeiros papéis informativos surgidos em Portugal no século XVI e traçando a sua evolução no longo percurso de formação do jornalismo moderno no nosso país que tem como marco fundamental a sua fase de industrialização.
Foram considerados não apenas os jornais que são hoje para nós referências importantes, como também os que tiveram considerável importância no seu tempo, mas cuja memória se perdeu, constituindo como que «a face oculta da história». Mas não se trata
apenas de uma história dos jornais. Objetivo
fundamental foi inserir a história da imprensa
portuguesa nas principais linhas de desenvolvimento
da vida política, cultural, económica nacional, quer
como recetáculo dos mais relevantes factos quer
como fator influente e dinamizador desses aspetos da
sociedade. Assim, esta Nova História faz-se eco e ao
mesmo tempo contribui para compreender os grandes
acontecimentos e confrontos sociais e políticos, a
evolução cultural e ideológica do País e as grandes
polémicas nesses domínios, os debates sobre o
desenvolvimento económico e o progresso nacionais,
bem como aprofundar o conhecimento da sociedade
em geral na sua espessura e em seus aspetos menos
conhecidos.