José, dotado da capacidade, rara, de controlar e entender o vento, parte
numa caravela quatrocentista à procura de terra nova que aumentasse a
riqueza e o conhecimento do reino.
Com a sua ajuda e a intervenção divina, na altura com tempo para estas
coisas, não só descobriram as paragens demandadas como novos caminhos
no vento do mar grande, tornando o mundo mais pequeno e, por algum
tempo, pouco, mais lusitano. Regressaram todos, todas as caravelas e
todas as tripulações.
O rei e o reino fizeram deles heróis que ainda hoje conhecemos.
Mas, afinal, foi tudo, apenas, um sonho, escrito com fins terapêuticos a
mando de psiquiatra avisado em sonhos repetitivos.
Ou talvez não. Na Torre do Tombo estão os documentos que contam o
mesmo sonho. Provam, sem a menor dúvida, que o relato que têm na mão
é a verdade mais cristalina.
Leiam-no.