Com este slogan deliberadamente provocador, um punhado de raparigas dos subúrbios de Paris lança, na Primavera de 2002, um manifesto denunciando o machismo e a violência por parte dos homens. Após o assassinato de Sohane, queimada viva em Vitry-sur-Seine, por um rapaz de um bairro vizinho, o movimento alarga-se e desemboca na realização, em Fevereiro de 2003, de uma "Marcha das mulheres contra os guetos e pela igualdade", um formidável impulso de libertação de palavras durante muito tempo reprimidas.
Fadela Amara é a promotora e a figura emblemática desta marcha.
Neste livro, para além do seu relato, são as vozes de milhares de raparigas que se fazem ouvir, exprimindo as suas interrogações e a sua revolta.
Face à amarga constatação da decomposição dos laços sociais e da degradação das relações entre homens e mulheres, Fadela Amara transmite uma mensagem de indignação, de luta e de esperança. Esperança de ver as raparigas dos bairros conquistar a sua liberdade, no quadro de uma relação pacificada com o outro sexo.