Na poética de Cristiane Lisita, o rio se torna metáfora da vida e do tempo, em constante fluxo e mudança. O eu lírico se funde com a denúncia social através da poesia. Entrelaça-se, ainda, numa paisagem deslumbrante e saudosa, mas, também, de uma gente sofrida, especialmente, ao longo do Mondego.
No serpenteio do rio, histórias, memórias... águas que nos limpam e nos refazem. Conforme cantou o poeta Kabir Das, "o peixe não se afoga na água assim como a verdade que está dentro de nós".