A avó que ensinou a amar revela-nos um universo de ficção levado ao mundo do quotidiano, da vida, que não se diferencia da literatura. Alguns textos são metafóricos, mas de uma linguagem simples e clara, para instigar o leitor infantojuvenil a pensar, a fazer as suas escolhas.
Nenhuma personagem melhor do que a avó para revelar o encanto da existência, perante as dificuldades, quando se aprende a amar. Essa colectânea de contos mostra-nos situações entrelaçadas, a mexer com o imaginário, com as ideias e as emoções.
Uma linguagem próxima da oralidade, mas também lírica e fluida, numa sensibilidade da autora que permite que a avó e a neta lavem as suas almas, aproximando o mundo adulto e infantojuvenil, no correr daquelas águas.
Já dizia Victor Hugo: "Se você quer civilizar um homem, comece pela avó dele". Que a avó reconheça, no futuro, os netos guardados no peito e na memória.