Que fazer quando se tem vinte anos, se está em Paris, de excelente saúde e encantado da vida? Vivez! Ah! Vivez donc! Et qu’importe la suite!, proclamava Blaise Cendrars na sua fúria de viver dos anos 20.
Nesta obra o autor descreve a experiência excessiva de um local eleito e de uma época singular - Montparnasse, anos 60 -, os rigores do exílio e a música permanente da «festa móvel», as sedes e fraternidades pícaras de uma fauna bizarra, delirante, patética e as entradas pela noite parnassiana dentro, até ao esgotamento das horas.