Numa altura em que se fala tanto de humanização da medicina,
de cuidados paliativos, da relação médico-doente, o testemunho das
situações reais vividas por esta médica são para o leitor a prova mais do
que provada da dimensão humana que um médico deve ter e de que
como a cura ou o aliviar do sofrimento, mesmo quando a cura não
existe, está muito para além da terapêutica. É impossível ler este hino à
vida e à força interior sem nos emocionarmos, não tanto pela presença
da doença e da morte, mas pela dignidade, coragem, estoicidade com
que os intervenientes a enfrentaram e de como o médico foi uma peça
fundamental e inexcedível em todo esse trajecto clínico e de vida.