No prefácio à obra, Sousa Dias considera o tema, blasfemo, insistente, uma obsessão na obra de Emílio-Nelson, e exprimido em termos que, como em Antão… e desde sempre neste autor, vão até ao obsceno e ao escatológico, é, para o enunciar em termos simplistas, a sagração poética do Corpo, a exaltação da Carne, de Eros e da Vida, contra a conceção culpabilizante e sacrificial que deles fazem a teologia e a moral cristãs (não por acaso, o livro é ilustrado, tal como Antão…, por desenhos de António Gonçalves, o pintor, por excelência, dessa sagração do Corpo-Eros)