COM APARO DE OURO, contos mínimos, de José Emílio-Nelson, agora reunidos pelas Edições Esgotadas com ilustrações de Sebastião Peixoto, proporcionam a leitura de uma escrita que se desenha confrontando a estranheza das suas visões, em que o pormenor configura um todo composto pela perplexidade da interrogação, e o assombro das múltiplas hipóteses de significações que lhes respondem vagamente, deixando ao leitor o comungar da maravilha.