Numa extraordinária viagem do século XV ao
século XX, as vidas destes 14 homens e mulheres
ilustres da nossa História renascem pela mão da
jornalista Miriam Assor, que nos conta como de
formas variadas, cada um deles contribuiu,
enriqueceu, dignificou e honrou o país, marcando
terminantemente o universo histórico-nacional e
além-fronteiras. Da Medicina à Filosofia, da Ciência
ao sector pioneiro empresarial, da Poesia litúrgica a
autoridades rabínicas, da Música à Matemática, da
Literatura à liderança comunitária. Foram
humanistas, homens e mulheres corajosos que
optaram por actuar ao serviço do próximo,
colocando, muitas vezes, as suas próprias vidas em
risco ou num último plano. O célebre médico Amato Lusitano, a empresária destemida Dona Grácia
Naci, o famoso naturalista Garcia de Orta, o
cientista Pedro Nunes, o pensador Isaac Cardoso, o
rabino Isaac Aboab da Fonseca, que, fugido da
perseguição que alastrava em Portugal incendiada
pelos fogos da Inquisição, encontrou na Holanda a
paz para fundar a sinagoga portuguesa em
Amesterdão. A extinção formal da Inquisição em
1821 trouxe de volta ao país estes homens e
mulheres perseguidos, que dominando várias
línguas e em contacto permanente com a Europa e
o mundo - quer por razões comerciais quer por
razões pessoais - trazem uma lufada de ar fresco ao
nosso país. Alfredo Bensaúde, fundador e o
primeiro director do Instituto Superior Técnico, em
Lisboa. A sua filha, Matilde, pioneira da investigação
biológica, única mulher entre os criadores da
Sociedade Portuguesa de Biologia. Alain Oulman, o
compositor que revolucionou o fado e que teve
como principal divulgadora desse seu infindo talento
a voz de Amália. O catedrático Moses Amzalak,
líder da Comunidade Israelita de Lisboa, que
aproveitou a sua proximidade com o ditador Salazar
para realizar as operações de socorro aos
refugiados do Holocausto. Também os irmãos
Samuel Sequerra e Joel Sequerra, a viver em
Barcelona, salvaram cerca de mil compatriotas das
mãos nazis. Já Abraham Assor chega a Portugal
pouco tempo antes de acabar a Segunda Guerra Mundial e seria, por meio século, o rabino da
Comunidade Israelita de Lisboa.