A indisciplina na aula é concebida, neste estudo, como um fenómeno relacional e interactivo, que para ser plenamente compreendido, deve ser situado num contexto que tem por componentes principais os próprios indivíduos nele intervenientes (o aluno, a turma e o professor), a escola, enquanto espaço físico e social, e a própria natureza dinâmica das interacções, pautadas por regras nem sempre desejadas, compreendidas e respeitadas, influenciadas por representações e expectativas mútuas, e concretizando-se em conflitos de poder, em "estratégias de sobrevivência" e em medidas de controlo e disciplinação.
Investigação realizada de modo a "participar" da vida de seis turmas, ao longo dos três anos do terceiro ciclo, nela o autor procura explicitar aqueles que foram, nas muitas aulas por ele observadas, as "condições" da guerra e da paz.