Este livro faz uma descrição do monacato em Portugal, nomeadamente nos séculos XVII e XVIII, e retrata a origem da doçaria conventual. Faz, ainda, referência a factos ocorridos em muitos conventos, como é o caso da freira que pintava chagas, as brincadeiras ao amor em Odivelas, os amores da abadessa do Lorvão, entre tantos outros.
«Quantas vezes D. Lourenço Vasco da Cunha esteve em oblação a Brites, julgando estar a adorar a Caramela? Quantas vezes o Papoya da Ameixoeira disse segredos à criada da Contratadora ou o Pantaleão Rijo, da Correição Cível, esteve de braços estendidos através da grade, para tocar a polpa dos dedos de uma servente? Oh! Os enganos da grade!
E, enquanto estas distrações aconteciam, meu Deus, quantas portarias se abriram, furtivamente, para deixar passar o manto negro de Sua Alteza, o Amor?»