Alberto Franco Nogueira, enquanto diplomata e Ministro dos Negócios Estrangeiros de Salazar teve um papel decisivo na reforma da política externa portuguesa, no Estado Novo, nos anos 60. Foi o ator e executor da política do orgulhosamente sós que o autor Salazar concebeu para responder à mudança dos ventos da história.
Soube interpretar, com realismo atento, a sua função ministerial num dos mais difíceis e tensos momentos da diplomacia portuguesa. A sua ideia de Portugal não lhe permitiu continuar com Marcello Caetano convicto que estava que qualquer mudança na política externa significava a perda do império.