Francesca Trivellato testa hipóteses sobre diásporas de comércio étnico e religioso e redes de troca. A sua extensa pesquisa em arquivos internacionais - incluindo um grande número de cartas de comerciantes escritas entre 1704 e 1746 - revela uma visão bastante subtil das relações comerciais entre judeus e não-judeus em todo o Mediterrâneo, Europa Atlântica e Oceano Índico.
O livro argumenta que o comércio intercultural se baseou na familiaridade entre estranhos, mas que poderia coexistir facilmente com o preconceito religioso. Analisa casos em que a cooperação empresarial entre correligionários e estranhos se baseou mais na linguagem, normas consuetudinárias e redes sociais do que na ascensão progressiva do Estado e do direito.