«Na minha já longa vida de editor houve edições que nasceram do lado dos afectos, e foi delas que colhi as
maiores alegrias, ou as alegrias que mais perduraram. Foi isso que aconteceu com este pequeno livro do
Senhor Doutor Fernando Reis Lima, onde perpassam lembranças, experiências, imagens, cores, e o esplendor
das estações que mais não são do que o retrato da própria vida.»
José da Cruz Santos
«Tenho para mim, há muitos anos, que quem escreve algo também se escreve a si mesmo, até quando nada
há de autobiográfico no texto. Confirmo-o, uma vez mais, ao ler (e deleitar-me) com Estações da Vida. Em
todos os poemas encontramos o Reis Lima que conhecemos, o que tem um programa alevantado para o seu
viver (80 ou 100, que importa?), estabeleceu para si mesmo normativos sensatos, solidários e dadivosos,
prega a amizade, dedica-se por inteiro a grandes ideias, aprecia a vida boa e virtuosa de Aristóteles sem
por de lado a boa vida dos convívios, dos encantos com amigos, da conversa, da troca de posições intelectuais
e filosóficas, - e aqui desisto de o tentar descrever, pois muito mais teria de acrescentar ou de ainda
descobrir.
A sua sensibilidade às coisas e às energias e conceitos, das flores às correntes filosóficas, alia-se a sua
capacidade invulgar de exprimir essa sensibilidade mesma em forma poeticamente válida, às vezes de uma
concisão e rigor que lembram a milenária arte japonesa. «Bem proceder», «alegria ter» dominam de facto a
sua vida, aberta ao dever, à lealdade, à amizade e, como cúpula que junta e harmoniza e dá fim, a firme fé
na transcendência, em Deus.»
Prof. Doutor Walter Oswald