«Nunca desci uma rua de Maputo, nunca me cruzei com os seus habitantes, não sei a diferença entre o betão e o caniço, não apanhei nunca uma molha das suas chuvas torrenciais, não ouvi nunca os profissionais do humanitarismo conversar sobre orçamentos da sua ONG na mesa do café ao lado da minha. Paulo Granjo tem a capacidade de nos levar com ele a ver essas coisas por cima do seu ombro, mas também de ver os olhares de quem se cruza com ele. Esse é um hábito, ou talvez um talento de antropólogo, da sua observação participada.