Na historiografia portuguesa da segunda metade do séc.XIX publicada até este momento, pudemos encontrar inúmeras referências aos penicheiros sem no entanto sermos completamente elucidados quanto ao percurso e idiossincrasia destes protagonistas do radicalismo, em plena era tendencialmente consensual da Regeneração iniciada em 1851. O presente livro pretende, tanto quanto possível, colmatar esta lacuna, produzindo alguma luz sobre o fenómeno, no quadro da história política oitocentista.