Público-alvo: Público em geral, amantes de poesia e leitores interessados em literatura portuguesa contemporânea.Testemunho da exaltação e de comemoração do amor e do prazer, esta poesia, profundamente hedonista, vive no essencial da embriaguez que o corpo feminino provoca. Plena de sugestões do Cântico dos Cânticos, do Rubaiyat e de alguma criação árabe antiga, tão ao gosto do autor, ele vivifica-se mediante símbolos amorosos que são de todos os tempos. Natural de Lisboa, onde nasceu em 1967 e se licenciou em Filosofia pela Universidade Católica, Gonçalo Salvado tem vindo a afirmar-se como poeta exclusivo do amor, graças a obras como Quando (1996), Embriaguez (2001), Iridescências (2002) e Duplo Esplendor (2008), livro que conta com ilustrações de Manuel Cargaleiro. Responsável pela antologia Camões Amor Somente, tentativa de construção de uma arte de amar portuguesa através de fragmentos da lírica, épica e dramaturgia camonianas, o escritor co-organizou igualmente a antologia Cerejas - Poemas de Amor de Autores Portugueses Contemporâneos, que acolhe não só criações suas, mas também um texto de abertura assinado por Eduardo Lourenço. A escrita não foi, porém, o único meio expressivo utilizado pelo talento de Gonçalo Salvado, tendo o artista já realizado exposições de pintura e de desenho.