O subproduto da tecnologia e da globalização é a solidão, uma solidão causada por um excesso de estímulos que induzem uma frenética atividade do cérebro, tirando espaço à reflexão e à liberdade de pensamento.
O cérebro superligado é um cérebro solitário, porque corre o risco de perder os estímulos fisiológicos do ambiente, do sol, da realidade pulsante da vida que o rodeia.
Esta é, também, a solidão dos mais jovens, cuja atividade cerebral está a diminuir. É contra esta inatividade incapacitante que o autor de Elogio da Lentidão se insurge nesta obra.