«Eu penso sempre no pior dos casos. Agora mesmo estou a
calcular quanto tempo demoraria a sair a correr do carro e a
chegar até junto da Nina se ela de repente corresse até à
piscina e se atirasse. Chamo-lhe "distância de segurança", é
assim que chamo a essa distância variável que me separa da
minha filha, e passo metade do dia a calculá-la, embora
arrisque sempre mais do que devia.»
Amanda está às portas da morte numa cama de hospital. A seu
lado, a fazer-lhe companhia, está um menino chamado David.
Juntos contam-nos uma história de toxinas, desespero e do
poder da família.
Num apaixonante primeiro romance, Samanta Schweblin
coloca-nos repetidamente perante questões que optamos por
evitar: Existe algum apocalipse que não seja pessoal? Qual é o
ponto exato em que, sem o sabermos, damos um passo em
falso e nos condenamos? Até onde nos é possível controlar o
mundo em redor? Distância de Segurança é um relato
hipnótico e vertiginoso sobre o amor e a perda, sem medo de
mostrar que nada é um cliché quando, no final, acaba por nos
acontecer.