O Autor leva a cabo um estudo sobre os vários métodos ocultos de investigação criminal,
ou seja, sobre todos aqueles métodos que representam uma intromissão nos processos de
acção, interacção, informação e comunicação das pessoas concretamente visadas, sem que
as mesmas disso tenham consciência, conhecimento ou disso sequer se apercebam. No processo
penal português, bem como no de outros países (Brasil, Alemanha, Itália, França, etc.), verifica
que, a cada pulsar e inovação tecnológica, surge um novo método de investigação criminal e,
com o mesmo, novos ataques aos direitos fundamentais. O estudo procura efectuar um elenco e
agrupamento dos diversos métodos de investigação criminal a partir de inovadores critérios que
não encontram paralelo na doutrina portuguesa e alemã contemporâneas.