Ela nasceu numa noite fria de rachar em dezembro de 1626 e, à luz de velas, foi erroneamente declarada menino. Aos 23 anos, abdicou do trono sueco, convertendo-se ao catolicismo e trocando a fria pátria por novas e extravagantes experiências em Roma, onde estabeleceu um salão suntuoso para reunir artistas e intelectuais. Descrita como lésbica, prostituta, hermafrodita e atéia, a excêntrica rainha Cristina Alexandra levou uma vida de aventuras, até que uma tragédia sangrenta, por ela mesma criada, trouxe sua derrocada. Unindo esmerada pesquisa e seguro senso de época, a biógrafa Veronica Buckley recupera em 'Cristina, rainha da Suécia' a figura dessa extraordinária mulher, que por seus escândalos, por sua sexualidade e moral ambíguas, foi uma legítima filha do século XVII - um tempo de mudanças profundas, em que a Europa era uma encruzilhada onde tudo se encontrava - religião e ciência, Antigüidade e modernidade, paz e guerra.