Nos capítulos que integram a presente obra, a nossa
contemporaneidade educativa é sucessivamente representada e
questionada através de uma inquietação que, sendo de natureza
antropológica, ontológica, fenomenológica, hermenêutica ou
ética, percorre, de uma forma exigente e fecunda, muitos dos
impasses pelos quais passam inevitavelmente os problemas que,
por razões políticas ou simplesmente de rotina, vão ficando
enovelados na poeira do inconsistente individual e colectivo. Mas
é precisamente contra todo e qualquer tipo de conformismo que
se ergue a filosofia da educação ao procurar revelar contradições,
preconceitos, ao mesmo tempo que perscruta o devir das teorias
e das práticas educativas. Recusando sempre ser - diferentemente
das ideologias que por vezes a tentam usurpar - um discurso
anunciador de finalidades ou legitimador de normas.