Uma seta de fogo disparada na noite pode ser tomada como a metáfora para representar o trabalho e a reflexão estética de Mário Dionísio (1916-1993).
O desafio começou por ser este: fazer uma leitura da obra monumental a Paleta e o Mundo, mas rapidamente nos vimos lançados a percorrer outros caminhos da produção teórica e literária do autor, em sucessivas aproximações a núcleos temáticos fundamentais.
Trata-se de um autor que procura cultivar uma abordagem marxista e dialéctica, ou seja, não dogmática da estética, e nessa precisa medida tem o dom de nos fulminar e iluminar como uma seta de fogo.