Importa sublinhar que é de toda a trajectória poética e ensaística, na sua ânsia de abarcar o movimento de fragmentação que acarreta a dialéctica da escrita rigorosa de Ricardo Gil Soeiro, que o presente volume pretende dar conta, assumindo os desafios que a sua própria constituição coloca. Nele se recolhem, embora não exclusivamente, contribuições prévias oriundas de diversas revistas.
Não será por isso que o novo leitor se encontrará perante uma mera antologia ou perante uma compilação de resenhas e comentários. Como explicitou Deleuze, e primeiramente Kierkegaard, com uma angústia (a)teológica porquanto literária, no gesto da repetição está contida a sua diferença.